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Próximos dias serão cruciais para Bolsonaro, afirmam especialistas

O candidato deve seguir com alimentação parenteral (pela veia) até que o intestino dê sinais de que voltou a funcionar
Por: Cláudia Colucci, Folhapress em 13/09/18 às 18h32, atualizado em 13/09/18 às 18h35

Os próximos dias serão cruciais para Jair Bolsonaro (PSL) porque ainda há riscos de infecções e novas aderências no intestino delgado após a cirurgia de emergência feita na noite desta quarta (12), segundo cirurgiões e infectologistas ouvidos pela reportagem.

Como houve rompimento da sutura da cirurgia anterior, ocorreu vazamento de líquido intestinal (altamente contaminado) na cavidade abdominal. Mesmo com o uso de antibióticos, há riscos de formação de abcessos (pus), o que demandaria uma nova operação.

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Da mesma forma, podem ocorrer novas aderências (um tecido grudar no outro) ou torções das alças intestinais, interrompendo o trânsito intestinal. Se isso acontecer, também há necessidade de reoperação. O intestino delgado tem de seis a oito metros e essas alças se movimentam internamente.

O candidato deve seguir com alimentação parenteral (pela veia) até que o intestino dê sinais de que voltou a funcionar. Isso será observado por meio da colostomia (bolsa coletora de fezes) feita na primeira cirurgia, na quinta (6), na Santa Casa de Juiz de Fora (MG). Esses sinais podem ser interpretados com a ausência de estufamento abdominal e quando gases e fezes passarem a ser eliminados pela bolsa.

Segundo especialistas, o quadro ainda é grave e é impossível estimar tempo para alta hospitalar. Se o trânsito intestinal for restabelecido e não houver focos de infecção, ele poderia deixar o hospital em até um mês e programar a cirurgia de reversão da colostomia para depois disso.